sábado, 8 de dezembro de 2007

O começo...

Desde os anos que constituiram minha infância - época escolar, principalmente - sempre tive uma ligação muito forte com o universo da arte.

Adorava máscaras, fantasias e fazia entrevistas com meus brinquedos, utilizando frascos de desodorante como microfone. Pensei em ser dentista, médico, padre... acabei me tornando professor e ator.

Desenhar, pintar, representar sempre foram minhas brincadeiras favoritas. Sempre me vestia de Papai Noel nas comemorações natalinas na casa de meus avós. Tudo era motivo para uma fantasia nova, para uma nova representação.

Não sei de onde veio esse gosto pela arte, uma vez que em minha família, de origem humilde, arte era considerada luxo, era algo de difícil acesso. Talvez minha criatividade tivera sido estimulada pela minha mãe, sempre zelosa, que sempre me contava histórias durante a noite, o que me seduzia e fazia com que eu tivesse vontade de criar minhas próprias histórias.

A arte era, desde esse período, uma forma de eu conseguir me comunicar, apesar da timidez, que persiste até os dias de hoje!
Meus professores também foram muito importantes para o meu desenvolvimento artístico, pois sempre me estimularam a fazer arte nos trabalhos escolares. Minhas primeiras encenações ocorreram no velho e bom Colégio Estadual Cônego Osvaldo Lustosa. Em seguida no Conservatório Estadual de ´Música Padre José Maria Xavier e na seqüência outras instituições começaram a fazer parte do meu novo mundo.

Tento, hoje, desempenhar da melhor maneira possível o meu ofício. Trata-se da minha escolha, meu mundo, meu dom.

E sou grato a Deus por esse dom! Não vivo sem arte!

Wagner Dias

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